Xiaomi TV S Pro Mini LED 2026: Um “Monitor Gamer” Gigante Disfarçado de TV? (Análise Completa)

TV Xiaomi vista de frente - Fonte: Xiaomi

Imagem: Reprodução / mi.com

Specs Rápidas:

  • Painel: QD-Mini LED (704 Zonas)
  • Brilho: Pico de 1700 nits
  • Gamer: 144Hz Nativo (288Hz Boost)
  • Conectividade: HDMI 2.1 e Wi-Fi 6
  • Veredito: O melhor custo-benefício para consoles da nova geração.

Introdução: O Ataque ao Império OLED

Durante anos, a regra para quem buscava a melhor imagem possível era simples e cara: “compre uma OLED”. No entanto, a tecnologia Mini LED amadureceu rápido e agressivamente, oferecendo 90% da qualidade do OLED por 60% do preço, e sem o medo eterno do burn-in (a queima de pixels estáticos). É nesse vácuo de mercado que a Xiaomi posiciona a sua nova Xiaomi TV S Pro Mini LED (versão 2026).

Não se deixe enganar pelo design sóbrio. O que temos aqui não é apenas uma televisão para assistir novelas; é uma peça de engenharia desenhada especificamente para competir com monitores gamers de alto desempenho. Ao combinar a tecnologia de Pontos Quânticos (Quantum Dots) com um sistema de retroiluminação miniaturizado, a Xiaomi tenta entregar o “Santo Graal” do custo-benefício: pretos profundos, cores explosivas e uma fluidez de movimento que faria qualquer jogador de PC competitivo sorrir. Mas será que ela consegue destronar a TCL, atual rainha desse segmento?

A Tecnologia de Imagem: QD-Mini LED e o Controle de Contraste

O grande diferencial deste modelo reside no seu painel QD-Mini LED. Diferente das TVs LED comuns, que usam poucas luzes atrás da tela, a S Pro 2026 emprega milhares de minúsculos LEDs organizados em 704 zonas de iluminação independentes (Local Dimming). Para o usuário, isso significa que a TV consegue apagar completamente a luz em uma parte da tela (para fazer um preto real) enquanto explode um brilho intenso logo ao lado. O resultado é um contraste dramático, essencial para conteúdos HDR.

Falando em brilho, os testes indicam um pico de luminância atingindo 1700 nits, com uma média sustentada de 600 nits em uso comum. Na prática, isso é brilho suficiente para vencer o reflexo de janelas abertas durante o dia — algo que as TVs OLEDs frequentemente sofrem para conseguir. A camada de Pontos Quânticos (o “QD” do nome) garante que essa luz intensa não lave as cores, mantendo a saturação vibrante e precisa, cobrindo uma vasta gama do espectro de cores DCI-P3.

Mini LED - Fonte: Xiaomi

Imagem: Reprodução / mi.com

O Argumento de Venda: Um Monitor de 144Hz na sua Sala

Se existe um público que deve olhar com carinho para a Xiaomi TV S Pro, é o gamer. A Xiaomi equipou este painel com uma taxa de atualização nativa de 144Hz, superior aos 120Hz padrão dos consoles PS5 e Xbox Series X. Para quem joga no PC ligado à TV, isso garante uma fluidez de movimento excepcional. E não para por aí: o modo “Game Boost” promete simular até 288Hz (com redução de resolução), transformando a TV em um competidor direto de monitores de eSports.

A conectividade acompanha essa ambição. Com 3 portas HDMI 2.1 de largura de banda total e suporte a Wi-Fi 6, a TV está pronta para receber sinais 4K em alta taxa de quadros e fazer streaming de jogos na nuvem (GeForce Now ou Xcloud) com latência mínima. O processador Quad-Core A73, aliado a 3GB de RAM, garante que a interface e os menus de jogos rodem sem engasgos, proporcionando uma experiência de “alt-tab” rápida entre o jogo e o aplicativo de streaming.

O Lado Sombrio: Onde a Economia Cobra o Preço

Como especialistas do Teki Teki, nosso compromisso é com a verdade, não com o hype. Para atingir esse preço agressivo, a Xiaomi cometeu deslizes que você precisa conhecer antes de passar o cartão. O primeiro ponto crítico é o player de vídeo nativo. Se você é do tipo que baixa filmes pesados em 4K HDR (arquivos Remux de 50GB ou mais) para assistir via USB, prepare-se para frustrações: o player padrão engasga e trava. A solução é simples — instalar um app externo como o VLC ou Kodi —, mas é um inconveniente chato.

Outro ponto de atenção é o controle de qualidade do painel. Existem relatos consistentes em fóruns de unidades chegando com pixels mortos ou presos (dead pixels). Embora a garantia cubra, a dor de cabeça da troca existe. Além disso, apesar das 704 zonas, o algoritmo de controle de luz ainda não é perfeito: em cenas escuras com legendas brancas brilhantes, é possível notar o efeito “Blooming” (uma aura de luz vazando ao redor das letras), algo que incomoda os puristas de imagem em filmes SDR.

Xiaomi S Pro vs. TCL C855: A Batalha dos Gigantes Chineses

A comparação direta é inevitável. A TCL C855 é a rival a ser batida neste segmento. Colocando lado a lado: a TCL geralmente vence na força bruta, entregando um brilho máximo ainda superior ao da Xiaomi, o que dá mais impacto em explosões e reflexos em filmes HDR.

No entanto, a Xiaomi S Pro contra-ataca no ecossistema e no preço. Se você já possui lâmpadas, câmeras ou celulares da Xiaomi, a integração via HyperOS transforma a TV em uma central de comando da casa inteligente, algo que a interface da TCL não consegue replicar com a mesma fluidez. Além disso, a Xiaomi costuma chegar ao mercado brasileiro (ou via importação) com um valor final mais competitivo, tornando-se a escolha racional para quem quer a tecnologia Mini LED sem pagar o “preço premium” da TCL ou Samsung.

Veredito Teki Teki

A Xiaomi TV S Pro Mini LED 2026 não é a melhor TV do mundo, mas é, muito provavelmente, o melhor “monitor gigante” que você pode comprar nessa faixa de preço.

  • Compre se: Seu foco principal é jogar (PS5, Xbox, PC). A combinação de 144Hz, HDMI 2.1 e contraste de Mini LED oferece uma imersão que monitores convencionais de 27 polegadas jamais conseguirão entregar.
  • Evite se: Você é um cinéfilo extremamente exigente que se incomoda com pequenos vazamentos de luz em legendas ou se precisa de um player nativo robusto para arquivos pesados via USB.

Para 90% dos usuários, ela é a porta de entrada definitiva para o mundo do HDR de verdade e da alta taxa de atualização.

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